segunda-feira, 14 de junho de 2010

A moda agora é ser “ficha limpa”

Semana passada, um amigo me disse que os seus candidatos a deputado estadual e federal, além de outros atributos, são “ficha limpa”. A proposta de emenda constitucional aprovada na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e sancionada pelo presidente da República virou pré-requisito nas eleições deste ano. Tanto os partidos políticos quanto os próprios candidatos entraram “na moda” de valorizar a ficha limpa.

Embora tenha sofrido algumas alterações em seu conteúdo, a proposta do Movimento de Combate à Corrupção, que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas em todo o país, entrou em vigor e vai garantir que nenhum candidato que tenha sido condenado por um colegiado de juízes seja candidato nas eleições de 2010. Embora ainda existam algumas discussões sobre a validade da medida para condenações anteriores à vigência da Lei, ela exclui do processo político aqueles que, embora condenados, sempre davam um jeito de retornar a cena política. O caso mais comum era renunciar ao mandato e concorrer na próxima eleição. A partir de agora isso não pode!

Embora com algumas limitações, a nova Lei é um importante passo no combate à corrupção na política brasileira. E o mais interessante: é uma proposta que partiu de um clamor da sociedade e foi ouvida pelo Congresso Nacional. Se a moda é ser “ficha limpa”, esperamos que isso não fique só no discurso e na propaganda de campanha; a ética e o comprometimento com a sociedade devem ser prioridade de todos os candidatos.

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